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Arroz e Feijão: amor eterno do brasileiro

Base da dieta brasileira, o arroz com feijão é a dupla mais famosa do país. Essa combinação acessível, barata e nutritiva permite há séculos que a população consuma alimentos que garantem o aporte de nutrientes necessários para uma vida saudável.

Mas como surgiu a combinação de arroz e feijão?

O surgimento dessa mistura remonta à época do Brasil colonial, quando os portugueses introduziram o arroz vindo do Oriente para ser plantado e exportado aqui, e o alimento passou a ser a base da alimentação dos soldados brasileiros que trabalhavam no dito período histórico.

feijão já era consumido pelos nativos brasileiros e posteriormente pelos escravos que, por sua vez, estavam próximos aos soldados, e passaram a complementar a alimentação com o prato que se tornou o número um do país.

Se consumida junta, essa mistura de cereal com a leguminosa faz com que o organismo consiga digerir todas as vitaminas e proteínas do prato. Eles também promovem uma saciedade mais duradoura quanto comparada a outros alimentos.

Benefícios do Arroz e Feijão

Os benefícios ocorrem porque o arroz é rico na proteína lisina, enquanto o feijão possui a metionina, que são, em média, 80% absorvidas pelo organismo, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Eles contêm, ainda, carboidratos, vitaminas e minerais.

Além disso, a dupla é repleta de fibras, que ajudam a liberar paulatinamente a glicose no sangue, deixando o indivíduo satisfeito por mais tempo e evitando a produção de insulina – associada ao estoque de gorduras e ao aparecimento de doenças como diabetes.

Arroz e Feijão engorda?

arroz com feijão misturado também possui altas doses de cálcio e proteínas, que aceleram o metabolismo e espantam a vontade de comer. Pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), inclusive, comprovou que a combinação é ideal para quem busca perder peso.

O Ministério da Saúde recomenda a ingestão da combinação arroz e feijão todos os dias, na proporção de uma parte de feijão para duas de arroz.

Os alimentos são indicados para todas as idades e já podem ser introduzidos a partir dos seis meses de vida em forma de papinha.

O arroz

Asian woman hand eating cooked hot rice by spoon in a white plate

Cada brasileiro consome em média 25 quilos de arroz por ano, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No último ano, para suprir essa demanda, o país precisou importar em torno de 1,3 milhão de toneladas do cereal.

Embora existam dezenas de tipos de arroz, o preferido dos brasileiros é o arroz branco longo tipo 1, chamado de agulhinha, composto basicamente do grão. Ele é rápido de cozinhar, fica soltinho e absorve facilmente os temperos mais usados, como o sal, a pimenta e o louro. Por isso, nunca falta na despensa.

Tipos de arroz

  • O arroz pode ser facilmente encontrado nas versões integral e parbolizado branco.
  • arroz integral conserva sua casca e seu farelo, garantindo cerca de 20% a mais de proteínas e o dobro de fibras que o tradicional.
  • Já o arroz parbolizado, passa por um processo que proporciona uma maior duração do grão – tornando-o mais prático para o consumidor – sem perda de seus nutrientes.

Entre os grãos menos comuns ao paladar dos brasileiros, estão:

  • O arroz arbóreo, típico da cozinha italiana para tornar os preparos cremosos;
  • Arroz preto, exótico e aromático, usado em pratos requintados;
  • E o arroz vermelho, que se destaca pelo alto teor de ferro e zinco.

Para além de combinar muito bem com o feijão, individualmente o arroz também é benéfico para a saúde da população. Devido a suas propriedades, ele é fonte de energia, auxilia na digestão e contribui para a prevenção da hipertensão, do colesterol e de diversos tipos de câncer.

Consumo

Ele é mais consumido quando refogado e depois cozido, porém, é um alimento extremamente versátil. O arroz pode se transformar em farinha, em bolinho, em risoto, em panqueca e em uma série de variações para agradar aos paladares mais exigentes.

O feijão

Feijoada, the Brazilian cuisine tradition

Surgido no Oriente Médio ou na América Central, hoje em dia é mais produzido e consumido aqui no Brasil, segundo a Sociedade Nacional de Agricultura. E cerca de 70% da produção e consumo são da variedade o feijão carioca, embora uma boa parcela de brasileiros também consuma o feijão preto.

Feijão carioca e Feijão Preto

Essas duas variedades possuem praticamente a mesma quantidade de energia, proteínas, fibras, ferro e potássio, sendo o carioca o mais nutritivo nesses quesitos.

No entanto, o feijão preto possui essa tonalidade devido à presença de antocianina, substância antioxidante associada à prevenção do câncer e de doenças cardiovasculares, tornando a variação entre os dois tipos de feijões recomendada para uma dieta de alimentação saudável.

Os feijões, ainda, são conhecidos devido à sua alta concentração de ferro, mineral essencial para combater a anemia, principalmente sua forma ferropênica, que responde por 90% dos casos brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.

Consumo

Independentemente da receita a ser preparada, para ser consumido, o feijão deve ser cozido. Nos lares mais tradicionais, o grão fica de molho do dia para a noite para agilizar o processo de cozimento e também para evitar a formação de gases, já que o alimento possui muitos carboidratos não absorvíveis pelo organismo, que são posteriormente fermentados pelas bactérias presentes no intestino humano, o que tende a gerar gases.

Entre os pratos tradicionais que ele compõe no Brasil, estão a feijoada, o baião de dois, o feijão tropeiro, o tutu e o caldinho. Adaptado da cozinha mexicana, é agradável ao paladar brasileiro o chilli – mistura de carne apimentada com a leguminosa – e, da cozinha americana, uma alternativa ao hambúrguer de carne.

Fonte: Brasil em Foco

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